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Município realiza ação em alusão ao Dia Mundial Contra a Raiva

Na terça-feira (28) é celebrado o Dia Mundial Contra a Raiva, com o objetivo de promover conscientização e conhecimento sobre esta enfermidade e fomentar sua prevenção. Neste ano o lema é “Raiva: fatos, não medo”, que destaca a importância da conscientização sobre a enfermidade, de vacinar a população animal e ensinar as pessoas sobre os perigos da raiva e como preveni-la.

Em alusão a data, nesta segunda-feira (27) a equipe da Vigilância Sanitária de Palmeira esteve na Colônia Witmarsum para fazer orientações nos estabelecimentos comerciais e residências. A localidade foi escolhida para receber a primeira ação por ser o local com mais incidência de casos de raiva no município.

A raiva

A raiva é uma doença infecciosa causada por um RNA vírus do gênero Lyssavirus. Esta é uma doença extremamente grave, e uma vez diagnosticada, possui uma taxa de mortalidade de quase 100%, porque ainda não há um tratamento verdadeiramente eficaz em grande escala. A vacinação é a única maneira de limitar o desenvolvimento desta doença. Existem esquemas de vacinação pós-exposição, isto é, após o contato com um animal suspeito.

A transmissão ao homem é feita através do contato com a saliva de um animal infectado, como em feridas, arranhões ou mordeduras. A eliminação de vírus pela saliva nos cães e gatos ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e persiste durante toda a evolução da doença (período de transmissibilidade). A morte do animal acontece, em média, entre cinco e sete dias após a apresentação dos sintomas.

Uma vez instalado no corpo humano, o período de incubação do vírus varia de duas semanas a dois meses, entretanto, em alguns casos pode chegar a mais de um ano. Em cães e gatos, esse período é de 10 dias a dois meses e em bovinos, 25 dias a cinco meses. O tempo para o aparecimento dos sintomas depende da rapidez com que o vírus se espalha pelo sistema nervoso até o cérebro.

Há duas formas principais da doença: a raiva urbana, transmitida principalmente por animais domésticos, como cães e gatos, e a raiva silvestre, cujo reservatório é animais selvagens e carnívoros. No Brasil, a raiva tem sido diagnosticada em mamíferos silvestres, como morcegos, cachorro do mato, raposa, guaxinim, furão, diversos felinos, sagüis, macacos, etc.

Os principais grupos de risco para a doença são os das pessoas que moram em locais próximos a regiões selvagens que tenham contato com animais como morcegos, lobos, gatos do mato, etc. Profissionais que lidam com animais, como veterinários e zootecnólogos, também têm risco de contrair a doença.

Os sintomas da raiva que aparecem frequentemente no início são:

– Espasmos musculares

– Hidrofobia (medo de água, o paciente não quer beber, como uma aversão)

– Aerofobia (medo do movimento do ar)

– Febre (muitas vezes alta)

– Convulsões

– Dores

– Salivação excessiva (com formação de baba, como um cão)

No caso de raiva, o paciente também pode apresentar ansiedade, alta agressividade (violência) e hipersexualidade (homens com necessidade frequente de ejacular, forte desejo sexual).

Uma vez todos os sintomas detectados, a morte ocorre dentro de poucos dias.

O que fazer caso seja mordido por um animal que possa transmitir a raiva?

– Lavar o ferimento com água, sabão, desinfetar com álcool e tintura de iodo,

– Sempre que possível, interromper o uso simultâneo de corticosteróides, antimaláricos e imunossupressores,

– Manter-se sempre vacinado se for pertencente a um grupo de risco,

– Procurar o mais rápido possível um posto de saúde se for mordido ou arranhado ou entrar em contato com a saliva de um animal infectado.

– Procure anotar o máximo de informações possíveis sobre a transmissão da doença. Tente saber que tipo de animal lhe mordeu, se foi doméstico ou silvestre, e se esse animal encontra-se nas redondezas.

– Se o animal que te mordeu pode ser capturado sem causar mais nenhum ferimento a ninguém, é importante que isso seja feito.

Prevenção da raiva

– A prevenção da raiva se dá através da vacinação

– É importante também vacinar o seu animal de estimação (cachorros, gatos, etc), uma vez que grande parte da transmissão da raiva para humanos se dá por cães e gatos. A vacina é para cachorros e gatos, machos e fêmeas, a partir de três meses completos de vida, e o reforço deve ser realizado logo após 30 dias da primeira vacina.

– Nunca toque um animal selvagem que apresenta um comportamento anormal, que parece doente ou ferido. A regra básica é chamar a guarda florestal que se encarregará da situação.

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